


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab e o presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, assinaram um protocolo de intenções que envolve a integração de modelos elétricos na frota da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). A fabricante escolheu as cidades com problemas mais críticos de poluição no mundo para oferecer modelos elétricos como o Leaf, que custa US$ 25.280 nos Estados Unidos e vai começar a ser vendido no Japão até o fim do ano. No Brasil, ainda não há previsão do carro chegar às lojas, mas se a negociação entre as duas partes for fechada, a Nissan teria como fornecer algumas unidades para a prefeitura paulistana a partir de 2011.
Kassab se mostrou interessado em ter o carro na frota da CET, mas nada ainda foi acertado. Tudo vai depender de incentivos fiscais e uma série de outras questões. Cidades da Itália e França se mostraram bastante interessadas e já estabeleceram algumas vantagens para donos de modelos elétricos, como a isenção de pedágio e bônus na hora da compra. Pelo menos no início da operação de venda de carros elétricos no Brasil, a questão dos incentivos é fundamental. Depois, a produção em larga escala já seria suficiente.
Em seu discurso, o prefeito de São Paulo alertou para o fato de que a cidade tem 6,2 milhões de veículos e que 100 carros novos são colocados todos os dias no trânsito. Também disse que 68% da poluição do ar vem dos escapamentos dos automóveis. Por sua vez, Carlos Ghosn, da Renault-Nissan, rebateu dizendo que seria possível reduzir os níveis de poluição em 30% até 2012 em relação aos números de 2005. De qualquer forma, o encontro acabou resultado em apenas em mais um memorando dos 50 que já foram assinados com governos e instituições espalhados pelo mundo.
Quanto à possibilidade do Leaf ser feito no Brasil, o presidente mundial da Renault-Nissan disse que isso não está em pauta no momento. O que poderia acontecer é importar o carro no futuro. Mas o que ele fez questão de ressaltar é que o preço dos modelos élétricos não diferem muito dos equipados com motor a combustão. A Nissan detém a tecnologia da produção as baterias de lítio e poderia discutir com os governos qual seria o melhor sistema de recarga para elas. Há a recarga lenta (que dura 8 horas), a rápida (30 minutos, mas com 80% da capacidade total) e a simples troca, como acontece em Israel. Tudo dependerá, inclusive, da infraestrutura local.